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Impacto do retorno do imposto de importação nos carros elétricos e híbridos no Brasil




No início de 2024, os carros elétricos e híbridos enfrentaram um desafio significativo no Brasil com a volta do imposto de importação. Essa mudança impactou diretamente os preços desses veículos, gerando reajustes por parte das fabricantes. Neste artigo, vamos explorar as repercussões desse retorno do imposto e como algumas montadoras estão lidando com essa nova realidade.


O Novo Cenário Tributário

Os carros elétricos e híbridos importados agora estão sujeitos a uma alíquota de 35% de imposto de importação, sendo aplicada de maneira gradual até 2026. O governo estabeleceu diferentes percentuais para veículos eletrificados, começando em 10% para elétricos e 12% para híbridos a partir de janeiro.

Apesar da tributação, algumas fabricantes receberam uma cota para trazer seus modelos ao Brasil sem pagar a alíquota, conforme determinado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Esse benefício, no entanto, não abrange todas as montadoras.


Reajustes nos Preços

Diversas fabricantes já anunciaram seus ajustes de preços diante dessa nova realidade. A BMW, por exemplo, optou por aumentar parcialmente o preço de alguns modelos elétricos, enquanto a Volvo planeja repassar uma média de 7,7% da nova alíquota ao consumidor final. A Honda, por sua vez, reajustou os preços de seus modelos híbridos, mas não repassou integralmente a alíquota estabelecida pelo governo.

Por outro lado, a Kia decidiu manter os preços de seus carros híbridos até o final de janeiro, com a possibilidade de um reajuste futuro. A Seres, GWM, Nissan e Audi também estão entre as fabricantes que optaram por não aumentar os preços neste momento.


Estratégias das Fabricantes

Cada fabricante está adotando estratégias distintas para lidar com o retorno do imposto. Enquanto algumas optam por repassar parcialmente os custos aos consumidores, outras mantêm os preços por um período determinado. A Kia, Seres e GWM, por exemplo, escolheram manter os preços até o final de janeiro.


Por que o imposto está de volta?

O governo justifica o retorno do imposto de importação como uma medida para desenvolver a cadeia automotiva nacional, acelerar a descarbonização da frota brasileira e contribuir para o projeto de neoindustrialização do país. Essa mudança ocorre oito anos após a redução da alíquota de 35% para zero para veículos híbridos e elétricos.


O retorno do imposto de importação trouxe desafios para o setor de carros elétricos e híbridos no Brasil. As fabricantes agora enfrentam a difícil decisão de repassar ou absorver os custos adicionais, enquanto os consumidores observam de perto as mudanças nos preços. O cenário continuará a evoluir à medida que as montadoras ajustam suas estratégias diante desse novo contexto tributário.

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